"Caminhos de Dentro", um espaço para a arte, poesia, política e religião. (Futebol não que vira briga!)

Enfim, tudo de útil e inútil que me de vontade de desabafar.


Amigos, sejam bem vindos...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Comissão Nacional da Verdade (2/2)


Vou fazer assim, no meu ponto de vista o que tiver de verdinho faz sentido, já o de vermelho, fica a cargo da já conhecida manobra de ludibriar nós brasileiros, tentando mostrar que estão trabalhando em causas nobres, mas deixando brechas na lei para que fique tudo na mesma, somado a justificativa de criar novos cargos públicos, sem concurso e com salários exorbitantes que serão pagos adivinha por quem?

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1  Fica criada, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.


Vamos reconciliar a nação? Algum militar ou torturador vai na casa da mãe que teve seu filho desaparecido na época da ditadura pedir desculpas e mandar flores?


Art. 2. A Comissão Nacional da Verdade, composta de forma pluralista, será integrada por sete membros, designados pelo Presidente da República, entre brasileiros de reconhecida idoneidade e conduta ética, identificados com a defesa da democracia e institucionalidade constitucional, bem como com o respeito aos direitos humanos.

O que era para ser verde amarelou! Vão designar membros da sociedade civil sem vínculo parlamentar da situação? Vão designar alguém seriamente envolvido positivamente com a causa?

Art. 3.  São objetivos da Comissão Nacional da Verdade:

II - promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior;

III - identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionadas à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1, suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;

Maravilhoso isso, pena que os artigos subsequentes abrem brechas (rombo), na lei que farão com que o artigo acima se torne um mero texto ilustrativo para fantasiar nossas mentes.

            Art. 4.  Para execução dos objetivos previstos no art. 3, a Comissão Nacional da Verdade poderá:

§ 2. Os dados, documentos e informações sigilosos fornecidos à Comissão Nacional da Verdade não poderão ser divulgados ou disponibilizados a terceiros, cabendo a seus membros resguardar seu sigilo.

            Art. 5.  As atividades desenvolvidas pela Comissão Nacional da Verdade serão públicas, exceto nos casos em que, a seu critério, a manutenção de sigilo seja relevante para o alcance de seus objetivos ou para resguardar a intimidade, vida privada, honra ou imagem de pessoas.

           Como que vai ser? Vão divulgar a verdade ou levantar arquivos pra esconder em outro local? Então quem raptou, torturou e matou tem que ter sua HONRA preservada?

           Art. 7.  Os membros da Comissão Nacional da Verdade perceberão o valor mensal de R$ 11.179,36 (onze mil, cento e setenta e nove reais e trinta e seis centavos) pelos serviços prestados.

           § 1.  O servidor ocupante de cargo efetivo, o militar ou o empregado permanente de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, dos Municípios ou do Distrito Federal, designados como membros da Comissão, manterão a remuneração que percebem no órgão ou entidade de origem acrescida da diferença entre esta, se de menor valor, e o montante previsto no caput.

           § 2.  A designação de servidor público federal da administração direta ou indireta ou de militar das Forças Armadas implicará a dispensa das suas atribuições do cargo.

          Agora a coisa ficou séria, nem vou comentar o salário mais as despesas de viajem, hospedagem e alimentação, só quero entender uma coisa. Fica então um rombo na lei que podem designar militares para essas investigações? Mas não foram eles que deram o golpe, mataram e torturaram?
Isso é mais que palhaçada. É como se convocasse o Fernandinho Beira Mar para realizar uma séria investigação para conter o tráfico de drogas. Seria hilário, assim como essa comissão. O Brasil pede a verdade e os brasileiros a merecem, mas assim não dá.

Segue abaixo o projeto de texto na íntegra, no site da câmara.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Comissão Nacional da Verdade (1/2)


31 de março de 1964 através de um golpe militar deu início ao período mais sombrio da história brasileira, que se estendeu até 15 de janeiro de 1985 com a eleição de Tancredo Neves, que misteriosamente foi vítima de assassinato adoecimento por uma misteriosa diverticulite, vindo falecer antes de sua posse, ficando o cargo para o invisível José Sarney (O invencível). Durante esse período, os brasileiros foram vítimas de inúmeras barbáries, diria até atos terroristas praticados pelo próprio estado.

Ainda nos dias de hoje, existem centenas de pessoas desaparecidas, famílias que não tiveram o conforto de enterrar seus mortos ou pelo menos um parecer.

Mas não venho aqui falar propriamente sobre a ditadura, mas sim sobre uma tentativa de nossos políticos de hoje em tentar desvelar esse capítulo negro de nossa história.


Veja na postagem de amanha, um resumo do projeto de lei que cria essa comissão, para entender como mais essa palhaçada vai funcionar e quanto vai nos custar para que tudo fique na mesma.

sábado, 24 de setembro de 2011

Peixe fora d’água


Depois da conversa que presenciei, hoje à tarde, da qual recusei participar, escondendo-me atrás de um livro qualquer, pergunto: 

Onde essa merda toda vai acabar?

Será que os imortais não existem mais? Onde o bom gosto se escondeu? Fugiu com a cultura?

Que quase ninguém mais discute Machado de Assis ou recita o doce carniceiro do Augusto dos Anjos; tudo bem! Compreensível!!

Que a grande maioria não conheça a musicalidade de Ibrahim Ferrer ou a oração da alma escondida em Beethoven, seria pedir demais...

Mas passar uma tarde discutindo política e economia como se fosse uma rodada a mais do brasileirão, tendo o nada como referência, é foda!

Debater o paredão do Big Brother como se fosse um debate para a presidência?!

Comentar os versos da “boquinha da garrafa” ou a sensualidade da “velocidade 6” ao som a Melancia (extremamente sem noção) como se fossem música de verdade, ou relatar toda a saga do Rambo ou do Exterminador do Futuro como se fossem dignos de Oscar, é demais pra minha cabeça!

Nerd? Não, jamais!
Intelectual? Nunca fui.
C.D.F.? Muito menos. Sou do tipo que mata a aula pra jogar bilhar...

Ibrahim Ferrer

Mas ainda sim, em um mundo virado do avesso, influenciado por uma mídia sem escrúpulos (não todos), ideias e opiniões formadas com base nas entrevistas da Playboy (nada contra as fotos), ao som do funk carioca... Prefiro levar minha vida junto com os peixes fora d’água, com meus livros, minha “Caros Amigos”, boa música e porque não um pouco de TV Senado (Inacreditável, mas tem coisa boa por lá).


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Meus princípios não estão a venda.


     2012 novas eleições municipais! Ano de mudanças ou de novas velhas promessas? Cidade pequena, opções anuladas diante do ciclo de alternância dos velhos cartolas da política local.

     2011 dada à largada! Reuniões, acordos, desacordos, planos maquiavélicos diria eu. Ano que vem às promessas vãs, mas hoje as concordatas...

     “Seu apoio é importante para nossa equipe e seu cargo também será...”
     “Fulano não será candidato, esteja comigo e vencerá...”
   “Temos o apoio de fulano e cicrano, juntos voltaremos ao poder! E você estará conosco...”

     OU! BASTA!      Não pertenço a essa classe de comensais, recuso-me a ser uma rêmora e viver dos restos de vocês tubarões... Não sou melhor do que ninguém ao optar viver de minhas próprias mãos e suor, mas com certeza mais digno que alguns sim.

     Não nego meu desejo que ver o fim desse ciclo exploratório de meu povo. Mas sei que nada posso contra esses, mas também não me unirei.

     Excluído por suas covardias, não será por essas promessas que voltarei! Não serei conivente com a construção de outros gestores corruptos que governam em causa própria.
Não estarei do lado de vocês, prefiro ficar junto aqueles que sofrerão por suas ambições.

     Idealista sim, ingênuo não! Prefiro a desgraça de uma massa sofredora e esquecida ao ter que comungar da fartura fruto da desonestidade que corrompe suas almas!

      Isso se chama dignidade! Já ouviu falar?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O que fizeram com você Igarapava?


Segue no post abaixo um poema fruto do idealismo utópico de um jovem apaixonado por sua terra, com estrofes assimétricas, forjadas em um estilo contemporâneo, brotaram a mente em meus 16 anos de idade, meses antes da jornada além dos limites da terra outrora chamada de arraial de Santa Rita do Paraíso.

Onze anos depois, mais maduro e experiente, homem feito, porém ainda um bocado idealista, vejo ainda aquelas palavras mexerem comigo.

O que fizeram com você minha Igarapava querida?

Dezessete anos, uma mala e uma passagem de ida rumo ao desconhecido para buscar o que aqui não pude receber. Porem, carregando na bagagem, a vontade de voltar. O sonho não havia morrido de por ti e em ti viver terra minha. Quatro anos, muita luta e muita saudade, junto ao diploma, uma explosão de pensamentos.

“– Enfim voltar pra casa, dar a minha terra, a minha gente todo conhecimento que a vida lá fora havia me ensinado.” Ser mais útil do que poderia ter imaginado no passado.

Outra desilusão! Com os braços fechados minha terra me esperava (ou melhor, não esperava), estando suas vontades representadas por uma seqüência de administradores ou de “sanguessugas” (como preferirem) continuavam a retirar-lhe o brilho dos olhos, numa alternância de poderes, todas em vão.

Aqui não pude crescer e meus filhos não poderão viver. Adoecer? Tão pouco poderei. Uma ultima estrofe poderia ser concretizada, ainda que não estampada no poema, mas escrito em sentimentos. O desejo de em minha terra morrer, de em minha cidade meu corpo sepultar.

Estava errado! O sepultamento de minha avó (tradução de dignidade e resignação) me fez compreender, que nem na morte haveria de seus cidadãos aqui o respeito obter. Tendo nós, que sofrer a humilhação do descaso de nossos governantes, despedindo de nossos mortos, iluminados pelo carro fúnebre e uma pequena lanterna (Minha por sinal).

Nutro ainda um nobre sentimento por nossa anciã abandonada, mas certo de que aquelas palavras, não haverão de acontecer.

Morrer! Isso pode acontecer. Certo que sim, um dia.

Quanto a ser enterrado, dependerá das condições. Se tiver a sorte de ser for à luz do dia e ainda sim mediante o pagamento de uma “PEQUENA” taxa, que indica a ser da manutenção não de nosso cemitério, mas dos bolsos corruptos e inescrupulosos que tão indignamente nos representam e nos conduzem para o nada. Absolutamente para o nada.

O que fizeram com você Igarapava minha?


Sábia as palavras de Luiz Gonzaga, quando cantado em seu “Ultimo Pau de Arara”, nos diz que quem sai da terra natal, em outros cantos não para.

Passado uma década, muitos pousos e paradas, sigo ainda ufano, idealista, ainda que de quimera em quimera, avançando o futuro incerto, sempre a procura de outro “porto das canoas” para repousar, certo de que igual não haverá.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Por ti e para ti, Igarapava

Por Humberto Mazzalli

Igarapava
Não sou poeta
Mas por ti viverei
Tu és Terra
Eu sou homem
Perfeita união de fé e trabalho.

Teu passado não sei
Teu presente eu vivo
Teu futuro farei.

Terra de belos canaviais,
Tu que me criaste tão bem!...

Aqui vivo toda minha
Inocência de criança
Estou vivendo minhas
Descobertas de adolescente
E queria viver minha malícia
De homem vivido
E quem sabe toda a minha
Sabedoria de um velho ancião
Igarapavense.

Terra de belos canaviais,
Tu que me criaste tão bem...
Eu te peço que cries meu filho também
Que faças dele um Homem
Digno de honrar tua bandeira
E dizer em voz alta
Com o peito cheio de
Orgulho e respeito
"Sou Igarapavense".

Consurso de Poesia - 1999 - Igarapava-SP
2º Lugar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Estamos de volta!!!!!


Muitas coisas aconteceram nesses dois últimos meses, mas acredito que a mudança maior tenha ocorrido em mim, porém, só agora me dou conta!


Gostaria de dizer a mim mesmo e aos seletos e estimados amigos que por aqui passam para uma espiadinha, que muito me faz falta esse tal do blog.

Por isso que os Caminhos de Dentro, continuarão a abrigar parte de meus pensamentos e de quem mais quiser desabafar...

"Não que eu seja um bom escritor ou que esse blog seja uma leitura fundamental para o dia a dia nosso! Mas é um bom exercício...
                                                                                    ... ou terapia se preferirem!!!!