"Caminhos de Dentro", um espaço para a arte, poesia, política e religião. (Futebol não que vira briga!)

Enfim, tudo de útil e inútil que me de vontade de desabafar.


Amigos, sejam bem vindos...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Meus princípios não estão a venda.


     2012 novas eleições municipais! Ano de mudanças ou de novas velhas promessas? Cidade pequena, opções anuladas diante do ciclo de alternância dos velhos cartolas da política local.

     2011 dada à largada! Reuniões, acordos, desacordos, planos maquiavélicos diria eu. Ano que vem às promessas vãs, mas hoje as concordatas...

     “Seu apoio é importante para nossa equipe e seu cargo também será...”
     “Fulano não será candidato, esteja comigo e vencerá...”
   “Temos o apoio de fulano e cicrano, juntos voltaremos ao poder! E você estará conosco...”

     OU! BASTA!      Não pertenço a essa classe de comensais, recuso-me a ser uma rêmora e viver dos restos de vocês tubarões... Não sou melhor do que ninguém ao optar viver de minhas próprias mãos e suor, mas com certeza mais digno que alguns sim.

     Não nego meu desejo que ver o fim desse ciclo exploratório de meu povo. Mas sei que nada posso contra esses, mas também não me unirei.

     Excluído por suas covardias, não será por essas promessas que voltarei! Não serei conivente com a construção de outros gestores corruptos que governam em causa própria.
Não estarei do lado de vocês, prefiro ficar junto aqueles que sofrerão por suas ambições.

     Idealista sim, ingênuo não! Prefiro a desgraça de uma massa sofredora e esquecida ao ter que comungar da fartura fruto da desonestidade que corrompe suas almas!

      Isso se chama dignidade! Já ouviu falar?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O que fizeram com você Igarapava?


Segue no post abaixo um poema fruto do idealismo utópico de um jovem apaixonado por sua terra, com estrofes assimétricas, forjadas em um estilo contemporâneo, brotaram a mente em meus 16 anos de idade, meses antes da jornada além dos limites da terra outrora chamada de arraial de Santa Rita do Paraíso.

Onze anos depois, mais maduro e experiente, homem feito, porém ainda um bocado idealista, vejo ainda aquelas palavras mexerem comigo.

O que fizeram com você minha Igarapava querida?

Dezessete anos, uma mala e uma passagem de ida rumo ao desconhecido para buscar o que aqui não pude receber. Porem, carregando na bagagem, a vontade de voltar. O sonho não havia morrido de por ti e em ti viver terra minha. Quatro anos, muita luta e muita saudade, junto ao diploma, uma explosão de pensamentos.

“– Enfim voltar pra casa, dar a minha terra, a minha gente todo conhecimento que a vida lá fora havia me ensinado.” Ser mais útil do que poderia ter imaginado no passado.

Outra desilusão! Com os braços fechados minha terra me esperava (ou melhor, não esperava), estando suas vontades representadas por uma seqüência de administradores ou de “sanguessugas” (como preferirem) continuavam a retirar-lhe o brilho dos olhos, numa alternância de poderes, todas em vão.

Aqui não pude crescer e meus filhos não poderão viver. Adoecer? Tão pouco poderei. Uma ultima estrofe poderia ser concretizada, ainda que não estampada no poema, mas escrito em sentimentos. O desejo de em minha terra morrer, de em minha cidade meu corpo sepultar.

Estava errado! O sepultamento de minha avó (tradução de dignidade e resignação) me fez compreender, que nem na morte haveria de seus cidadãos aqui o respeito obter. Tendo nós, que sofrer a humilhação do descaso de nossos governantes, despedindo de nossos mortos, iluminados pelo carro fúnebre e uma pequena lanterna (Minha por sinal).

Nutro ainda um nobre sentimento por nossa anciã abandonada, mas certo de que aquelas palavras, não haverão de acontecer.

Morrer! Isso pode acontecer. Certo que sim, um dia.

Quanto a ser enterrado, dependerá das condições. Se tiver a sorte de ser for à luz do dia e ainda sim mediante o pagamento de uma “PEQUENA” taxa, que indica a ser da manutenção não de nosso cemitério, mas dos bolsos corruptos e inescrupulosos que tão indignamente nos representam e nos conduzem para o nada. Absolutamente para o nada.

O que fizeram com você Igarapava minha?


Sábia as palavras de Luiz Gonzaga, quando cantado em seu “Ultimo Pau de Arara”, nos diz que quem sai da terra natal, em outros cantos não para.

Passado uma década, muitos pousos e paradas, sigo ainda ufano, idealista, ainda que de quimera em quimera, avançando o futuro incerto, sempre a procura de outro “porto das canoas” para repousar, certo de que igual não haverá.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Por ti e para ti, Igarapava

Por Humberto Mazzalli

Igarapava
Não sou poeta
Mas por ti viverei
Tu és Terra
Eu sou homem
Perfeita união de fé e trabalho.

Teu passado não sei
Teu presente eu vivo
Teu futuro farei.

Terra de belos canaviais,
Tu que me criaste tão bem!...

Aqui vivo toda minha
Inocência de criança
Estou vivendo minhas
Descobertas de adolescente
E queria viver minha malícia
De homem vivido
E quem sabe toda a minha
Sabedoria de um velho ancião
Igarapavense.

Terra de belos canaviais,
Tu que me criaste tão bem...
Eu te peço que cries meu filho também
Que faças dele um Homem
Digno de honrar tua bandeira
E dizer em voz alta
Com o peito cheio de
Orgulho e respeito
"Sou Igarapavense".

Consurso de Poesia - 1999 - Igarapava-SP
2º Lugar.