"Caminhos de Dentro", um espaço para a arte, poesia, política e religião. (Futebol não que vira briga!)

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Educação. Como vencer essa luta?

Aos amigos amantes da arte, digo que não só de poesia será feito nosso blog, mas pelo contrário, a poesia será a doce brisa do entardecer que nos aveluda a alma diante críticas, desabafos, questionamentos, debates e outros textos mais. E hoje meus estimados, deixo apenas o meu desabafo!
Um desabafo que ecoa ao vento, como que um forte brado entre um mundo de surdos, na esperança de que aqueles que nos regem a carruagem (ou a carroça como preferir), acorde ainda que atrasados, com as vozes de um povo sofrido que clama por educação.
Sou de uma geração de criança, que cresceu ao embalo do jargão de que éramos o futuro da nação! Até musiqueta a voz do rei, nós aprendemos a cantar. Mas agora homem feito eu pergunto, e a tal da educação? Conto em meus dedos, apenas os das mãos, quantos amigos de outrora, conseguiram o tal do canudo? Ainda sim, a custo de muitas lágrimas, suor e abnegação.
Na qualidade de cidadão (talvez um tanto idealista), irmão e amigo de professor, denuncio em suas faces, a coragem de lutar contra um sistema falido, covarde e opressor. Criando, improvisando, se superando e muitas vezes investindo parte de seus honorários, já tão amiudado, para que esses novos futuros da nação tenham um mínimo de dignidade em seu processo de formação primária.
Mas a luta é árdua, muitas vezes a batalha é perdida. Como lutar sem armas, munido apenas com a cara e a coragem, contra uma política educacional, que cada vez mais se corrompe em busca de falsos resultados?
Como garantir educação, ciência e moralidade a esses pobres futuro da nação, quando o que se prega de cima para baixo, é que saber escrever o próprio nome é ser alfabetizado? Que isso já é o suficiente até para legislar nossa nação?
Como avaliar a educação, se o necessário é ter apenas um quarto de freqüência em todo o ano letivo? Eu em minha ignorante e limitada visão, comparo que retirar a reprovação (quando necessário fosse) do julgamento criterioso do mestre, é como que se proibisse um médico, de examinar, auscultar e medicar seu paciente, tendo apenas como recurso dar alta, seguindo seu tutelado, na incerteza de sua insanidade.
Como cobrar uma integral participação dos pais e responsáveis, quando os mesmo tem que optar entre participar ou sustentar? Quando muitas vezes, esses mesmo não foram educados a educar? Como exigir plena atenção de uma criança, quando seus pensamentos vagam na ansiedade da merenda do dia? Não raro a única do dia!
            Aos professores, nossos verdadeiros heróis da pátria, deixo meu apoio e admiração, por terem a coragem de lutar contra um sistema e que por tudo e contra tudo, dedicam sua existência a arte milenar de educar.
Aos lideres governantes, bom, a esses deixemos o grito de basta. Queremos mais do que o pão e circo dos tempos romanos. Deixemos a eles, suas próprias consciências e a esperança de que um dia quem sabe, despertem para o óbvio, de que a raiz da graça ou da desgraça de um povo, está em sua sede de educação. O resto? A o resto virá por conseqüência.

3 comentários:

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  2. Faço das suas, as minhas palavras... vc conseguiu sintetizar com muita clareza a realidade educacional no nosso país: pais cada vez mais omissos (seja por ignorância ou ganância), filhos (e consequentemente alunos) cada vez mais desregrados e despreparados para a sociedade e professores cada vez
    menos desprovidos de recursos para trabalhar, sejam eles políticos, econômicos ou sociais.
    Em síntese a educação brasileira perdeu essência e ganhou estatísticas. E propaga-se a inversão de valores na sociedade brasileira

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  3. "Educação não trasnforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo. " (Paulo Freire)

    " A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem." (Paulo Freire).

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