"Caminhos de Dentro", um espaço para a arte, poesia, política e religião. (Futebol não que vira briga!)

Enfim, tudo de útil e inútil que me de vontade de desabafar.


Amigos, sejam bem vindos...

sábado, 24 de setembro de 2011

Peixe fora d’água


Depois da conversa que presenciei, hoje à tarde, da qual recusei participar, escondendo-me atrás de um livro qualquer, pergunto: 

Onde essa merda toda vai acabar?

Será que os imortais não existem mais? Onde o bom gosto se escondeu? Fugiu com a cultura?

Que quase ninguém mais discute Machado de Assis ou recita o doce carniceiro do Augusto dos Anjos; tudo bem! Compreensível!!

Que a grande maioria não conheça a musicalidade de Ibrahim Ferrer ou a oração da alma escondida em Beethoven, seria pedir demais...

Mas passar uma tarde discutindo política e economia como se fosse uma rodada a mais do brasileirão, tendo o nada como referência, é foda!

Debater o paredão do Big Brother como se fosse um debate para a presidência?!

Comentar os versos da “boquinha da garrafa” ou a sensualidade da “velocidade 6” ao som a Melancia (extremamente sem noção) como se fossem música de verdade, ou relatar toda a saga do Rambo ou do Exterminador do Futuro como se fossem dignos de Oscar, é demais pra minha cabeça!

Nerd? Não, jamais!
Intelectual? Nunca fui.
C.D.F.? Muito menos. Sou do tipo que mata a aula pra jogar bilhar...

Ibrahim Ferrer

Mas ainda sim, em um mundo virado do avesso, influenciado por uma mídia sem escrúpulos (não todos), ideias e opiniões formadas com base nas entrevistas da Playboy (nada contra as fotos), ao som do funk carioca... Prefiro levar minha vida junto com os peixes fora d’água, com meus livros, minha “Caros Amigos”, boa música e porque não um pouco de TV Senado (Inacreditável, mas tem coisa boa por lá).


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Meus princípios não estão a venda.


     2012 novas eleições municipais! Ano de mudanças ou de novas velhas promessas? Cidade pequena, opções anuladas diante do ciclo de alternância dos velhos cartolas da política local.

     2011 dada à largada! Reuniões, acordos, desacordos, planos maquiavélicos diria eu. Ano que vem às promessas vãs, mas hoje as concordatas...

     “Seu apoio é importante para nossa equipe e seu cargo também será...”
     “Fulano não será candidato, esteja comigo e vencerá...”
   “Temos o apoio de fulano e cicrano, juntos voltaremos ao poder! E você estará conosco...”

     OU! BASTA!      Não pertenço a essa classe de comensais, recuso-me a ser uma rêmora e viver dos restos de vocês tubarões... Não sou melhor do que ninguém ao optar viver de minhas próprias mãos e suor, mas com certeza mais digno que alguns sim.

     Não nego meu desejo que ver o fim desse ciclo exploratório de meu povo. Mas sei que nada posso contra esses, mas também não me unirei.

     Excluído por suas covardias, não será por essas promessas que voltarei! Não serei conivente com a construção de outros gestores corruptos que governam em causa própria.
Não estarei do lado de vocês, prefiro ficar junto aqueles que sofrerão por suas ambições.

     Idealista sim, ingênuo não! Prefiro a desgraça de uma massa sofredora e esquecida ao ter que comungar da fartura fruto da desonestidade que corrompe suas almas!

      Isso se chama dignidade! Já ouviu falar?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O que fizeram com você Igarapava?


Segue no post abaixo um poema fruto do idealismo utópico de um jovem apaixonado por sua terra, com estrofes assimétricas, forjadas em um estilo contemporâneo, brotaram a mente em meus 16 anos de idade, meses antes da jornada além dos limites da terra outrora chamada de arraial de Santa Rita do Paraíso.

Onze anos depois, mais maduro e experiente, homem feito, porém ainda um bocado idealista, vejo ainda aquelas palavras mexerem comigo.

O que fizeram com você minha Igarapava querida?

Dezessete anos, uma mala e uma passagem de ida rumo ao desconhecido para buscar o que aqui não pude receber. Porem, carregando na bagagem, a vontade de voltar. O sonho não havia morrido de por ti e em ti viver terra minha. Quatro anos, muita luta e muita saudade, junto ao diploma, uma explosão de pensamentos.

“– Enfim voltar pra casa, dar a minha terra, a minha gente todo conhecimento que a vida lá fora havia me ensinado.” Ser mais útil do que poderia ter imaginado no passado.

Outra desilusão! Com os braços fechados minha terra me esperava (ou melhor, não esperava), estando suas vontades representadas por uma seqüência de administradores ou de “sanguessugas” (como preferirem) continuavam a retirar-lhe o brilho dos olhos, numa alternância de poderes, todas em vão.

Aqui não pude crescer e meus filhos não poderão viver. Adoecer? Tão pouco poderei. Uma ultima estrofe poderia ser concretizada, ainda que não estampada no poema, mas escrito em sentimentos. O desejo de em minha terra morrer, de em minha cidade meu corpo sepultar.

Estava errado! O sepultamento de minha avó (tradução de dignidade e resignação) me fez compreender, que nem na morte haveria de seus cidadãos aqui o respeito obter. Tendo nós, que sofrer a humilhação do descaso de nossos governantes, despedindo de nossos mortos, iluminados pelo carro fúnebre e uma pequena lanterna (Minha por sinal).

Nutro ainda um nobre sentimento por nossa anciã abandonada, mas certo de que aquelas palavras, não haverão de acontecer.

Morrer! Isso pode acontecer. Certo que sim, um dia.

Quanto a ser enterrado, dependerá das condições. Se tiver a sorte de ser for à luz do dia e ainda sim mediante o pagamento de uma “PEQUENA” taxa, que indica a ser da manutenção não de nosso cemitério, mas dos bolsos corruptos e inescrupulosos que tão indignamente nos representam e nos conduzem para o nada. Absolutamente para o nada.

O que fizeram com você Igarapava minha?


Sábia as palavras de Luiz Gonzaga, quando cantado em seu “Ultimo Pau de Arara”, nos diz que quem sai da terra natal, em outros cantos não para.

Passado uma década, muitos pousos e paradas, sigo ainda ufano, idealista, ainda que de quimera em quimera, avançando o futuro incerto, sempre a procura de outro “porto das canoas” para repousar, certo de que igual não haverá.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Por ti e para ti, Igarapava

Por Humberto Mazzalli

Igarapava
Não sou poeta
Mas por ti viverei
Tu és Terra
Eu sou homem
Perfeita união de fé e trabalho.

Teu passado não sei
Teu presente eu vivo
Teu futuro farei.

Terra de belos canaviais,
Tu que me criaste tão bem!...

Aqui vivo toda minha
Inocência de criança
Estou vivendo minhas
Descobertas de adolescente
E queria viver minha malícia
De homem vivido
E quem sabe toda a minha
Sabedoria de um velho ancião
Igarapavense.

Terra de belos canaviais,
Tu que me criaste tão bem...
Eu te peço que cries meu filho também
Que faças dele um Homem
Digno de honrar tua bandeira
E dizer em voz alta
Com o peito cheio de
Orgulho e respeito
"Sou Igarapavense".

Consurso de Poesia - 1999 - Igarapava-SP
2º Lugar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Estamos de volta!!!!!


Muitas coisas aconteceram nesses dois últimos meses, mas acredito que a mudança maior tenha ocorrido em mim, porém, só agora me dou conta!


Gostaria de dizer a mim mesmo e aos seletos e estimados amigos que por aqui passam para uma espiadinha, que muito me faz falta esse tal do blog.

Por isso que os Caminhos de Dentro, continuarão a abrigar parte de meus pensamentos e de quem mais quiser desabafar...

"Não que eu seja um bom escritor ou que esse blog seja uma leitura fundamental para o dia a dia nosso! Mas é um bom exercício...
                                                                                    ... ou terapia se preferirem!!!!

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Sentido da Páscoa

         A palavra Páscoa tem sua origem na língua hebraica (Pessach), passagem. Data mais importante das religiões cristã, comemorando a passagem, crucificação, morte e ressurreição de Cristo. 
                       
Mas essa data possui outros significados. No judaísmo a comemoração do Pessach, a fuga e libertação de seu povo do Egito para a terra prometida (Êxodo). Nas seitas pagãs, a homem a deusa Ostera (Mitologia Grega), ou Deméter (Mitologia Romana). A Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão ao tempo que observa um coelho que corre alegremente ao redor de seus pés nu.
                       
O ovo pintado com multicores e formas abstrata, significa o sol (a vida) da nova estação, ao tempo que o coelho representa a fertilidade. Embora em muitos países o ovo passou a ser de chocolate (por questões comerciais), mas seu significado se mantém.
                       
Nossa Páscoa na verdade, está representada por vários contextos, que vão além dessas poucas informações acima, demonstrando uma miscigenação de crenças as quais quase nunca nos são explicadas de forma clara e imparcial.


Como cristão, vou me fixar apenas no que cabe aos cristão, “a passagem do Cristo”

            Nos últimos anos, vemos uma inversão de valores à respeito não só da Páscoa mas de outras datas de importância religiosa. O que seria um período de reflexão e elevação espiritual, vem se transformando em feriados quaisquer, utilizados para viagens, festas, badalações e outros mais.
                       
            Nessa Páscoa, vamos fazer algo de diferente, algo mais do que trocar meros ovos de chocolate. Ame como nunca amou antes, abrace um estranho, visite um doente, perdoe uma ofensa, ajude um necessitado, engula o julgamento do próximo. Faça desse período, um tempo de reflexão, para rever os atos do passado e planejar as ações futuras com mais amor. Se prepare para viver o quanto puder o evangelho do Cristo.

            Façamos um verdadeiro Pessach em nossas vidas. Uma Páscoa, uma passagem em nossas condutas e pensamentos, uma transformação íntima.

Sinta, viva, seja, respire e exale o Amor. O verdadeiro AMOR!

quinta-feira, 31 de março de 2011

“Não temo a morte, Mas a desonra”

José Alencar Gomes da Silva fez de sua tragetória um exemplo aos brasileiros. Começando a trabalhar ainda menino, aos sete anos, se tornou um dos mais respeitáveis empresários brasileiros, graças a sua determinação e visão que ia elem dos limites da ousadia e do empreendedorismo, Destacou-se não apenas pelo seu perfil arrojado, mas pelo seu humanismo, por sua luta contra o capital financeiro especulativo e dando valor ao capital empreendedor, mostrando que a expansão empresarial, era possível sem abrir não da ética e do compromisso social.
Como político esteve sempre à liderança dos poucos que legislam e governam com responsabilidade e compromisso, tendo a admiração do grande povo trabalhador e simultaneamente o da elite empresarial, afirmando que “a vida pública é uma doação”.
Em um cenário político tão desgastado e desacreditado, José Alencar fez a diferença, estando acima das questões partidárias.
José Alencar nos ensinou em sua humildade, que vencer a luta contra a doença, não é obter a cura do corpo, mas sim a libertação da alma, a vontade de lutar para viver, viver até o ultimo instante com dignidade e respeito ao próximo e a si mesmo.
Viveu sem medo de amar. Soube ser grande, sem deixar a humildade. Como brasileiro deixo aqui meus sentimentos a nação brasileira, que se fez de luto ante a morte de seu corpo. Mas pessoas como José Alencar, não morrem, apenas saem de cena, para dar lugar ao mito, ao exemplo de conduta e inspiração aos que estão por vir, aos que certamente em um futuro próximo, estarão diante aos livros de história político-brasileira, a estudar esse capítulo escrito por ele próprio.

“Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele”.   José Alencar (Homem digno. Cidadão Brasileiro)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Educação. Como vencer essa luta?

Aos amigos amantes da arte, digo que não só de poesia será feito nosso blog, mas pelo contrário, a poesia será a doce brisa do entardecer que nos aveluda a alma diante críticas, desabafos, questionamentos, debates e outros textos mais. E hoje meus estimados, deixo apenas o meu desabafo!
Um desabafo que ecoa ao vento, como que um forte brado entre um mundo de surdos, na esperança de que aqueles que nos regem a carruagem (ou a carroça como preferir), acorde ainda que atrasados, com as vozes de um povo sofrido que clama por educação.
Sou de uma geração de criança, que cresceu ao embalo do jargão de que éramos o futuro da nação! Até musiqueta a voz do rei, nós aprendemos a cantar. Mas agora homem feito eu pergunto, e a tal da educação? Conto em meus dedos, apenas os das mãos, quantos amigos de outrora, conseguiram o tal do canudo? Ainda sim, a custo de muitas lágrimas, suor e abnegação.
Na qualidade de cidadão (talvez um tanto idealista), irmão e amigo de professor, denuncio em suas faces, a coragem de lutar contra um sistema falido, covarde e opressor. Criando, improvisando, se superando e muitas vezes investindo parte de seus honorários, já tão amiudado, para que esses novos futuros da nação tenham um mínimo de dignidade em seu processo de formação primária.
Mas a luta é árdua, muitas vezes a batalha é perdida. Como lutar sem armas, munido apenas com a cara e a coragem, contra uma política educacional, que cada vez mais se corrompe em busca de falsos resultados?
Como garantir educação, ciência e moralidade a esses pobres futuro da nação, quando o que se prega de cima para baixo, é que saber escrever o próprio nome é ser alfabetizado? Que isso já é o suficiente até para legislar nossa nação?
Como avaliar a educação, se o necessário é ter apenas um quarto de freqüência em todo o ano letivo? Eu em minha ignorante e limitada visão, comparo que retirar a reprovação (quando necessário fosse) do julgamento criterioso do mestre, é como que se proibisse um médico, de examinar, auscultar e medicar seu paciente, tendo apenas como recurso dar alta, seguindo seu tutelado, na incerteza de sua insanidade.
Como cobrar uma integral participação dos pais e responsáveis, quando os mesmo tem que optar entre participar ou sustentar? Quando muitas vezes, esses mesmo não foram educados a educar? Como exigir plena atenção de uma criança, quando seus pensamentos vagam na ansiedade da merenda do dia? Não raro a única do dia!
            Aos professores, nossos verdadeiros heróis da pátria, deixo meu apoio e admiração, por terem a coragem de lutar contra um sistema e que por tudo e contra tudo, dedicam sua existência a arte milenar de educar.
Aos lideres governantes, bom, a esses deixemos o grito de basta. Queremos mais do que o pão e circo dos tempos romanos. Deixemos a eles, suas próprias consciências e a esperança de que um dia quem sabe, despertem para o óbvio, de que a raiz da graça ou da desgraça de um povo, está em sua sede de educação. O resto? A o resto virá por conseqüência.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Minha Doença, Meu Vício

Humberto Mazzalli

Descobri minha doença. Grave! Incurável!
Doença que me rouba a lucidez.
Como que um vírus,
Que não pode ser visto, mas que invade cada parte de meu ser!
Como que um vício, que me faz querer sempre mais.
Enfrentando a tudo e a todos,  por outra dose mais.
Sempre!
Essa doença é meu Amor!
Meu vício é te querer!
Doença incurável, vício insano...
Só me resta o tratamento eterno, minha dose diária de você...

Mestre e Aprendiz

(por Isabel Belasco)

Brincar de poemizar
Usar rimas, métricas, prosódias.
Por vezes as palavras são imagens que falam
Do doce, amargo, sofrido e azedo
Estilo de viver

Falar do que rompe
A alma desnuda sem restrições
Sem reservas e nem constrangimento
Fazendo do coração um manancial
Rico de emoções

Que vida, que agonia!
Sem regras e sem concordância...
Se precisar invento uma palavra qualquer
Que possa dizer algo de mim
Naquele momento

Por vezes sou
Como aluno de um mestre
Adepto do estilo ultra romântico
outras do político social
E outras ainda, só eu

Poesia,
Item comum entre muitos
Que comungam mestre e aprendiz.
Quanta surpresa nos guarda
Essa vida fugaz...