"Caminhos de Dentro", um espaço para a arte, poesia, política e religião. (Futebol não que vira briga!)

Enfim, tudo de útil e inútil que me de vontade de desabafar.


Amigos, sejam bem vindos...

quinta-feira, 31 de março de 2011

“Não temo a morte, Mas a desonra”

José Alencar Gomes da Silva fez de sua tragetória um exemplo aos brasileiros. Começando a trabalhar ainda menino, aos sete anos, se tornou um dos mais respeitáveis empresários brasileiros, graças a sua determinação e visão que ia elem dos limites da ousadia e do empreendedorismo, Destacou-se não apenas pelo seu perfil arrojado, mas pelo seu humanismo, por sua luta contra o capital financeiro especulativo e dando valor ao capital empreendedor, mostrando que a expansão empresarial, era possível sem abrir não da ética e do compromisso social.
Como político esteve sempre à liderança dos poucos que legislam e governam com responsabilidade e compromisso, tendo a admiração do grande povo trabalhador e simultaneamente o da elite empresarial, afirmando que “a vida pública é uma doação”.
Em um cenário político tão desgastado e desacreditado, José Alencar fez a diferença, estando acima das questões partidárias.
José Alencar nos ensinou em sua humildade, que vencer a luta contra a doença, não é obter a cura do corpo, mas sim a libertação da alma, a vontade de lutar para viver, viver até o ultimo instante com dignidade e respeito ao próximo e a si mesmo.
Viveu sem medo de amar. Soube ser grande, sem deixar a humildade. Como brasileiro deixo aqui meus sentimentos a nação brasileira, que se fez de luto ante a morte de seu corpo. Mas pessoas como José Alencar, não morrem, apenas saem de cena, para dar lugar ao mito, ao exemplo de conduta e inspiração aos que estão por vir, aos que certamente em um futuro próximo, estarão diante aos livros de história político-brasileira, a estudar esse capítulo escrito por ele próprio.

“Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele”.   José Alencar (Homem digno. Cidadão Brasileiro)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Educação. Como vencer essa luta?

Aos amigos amantes da arte, digo que não só de poesia será feito nosso blog, mas pelo contrário, a poesia será a doce brisa do entardecer que nos aveluda a alma diante críticas, desabafos, questionamentos, debates e outros textos mais. E hoje meus estimados, deixo apenas o meu desabafo!
Um desabafo que ecoa ao vento, como que um forte brado entre um mundo de surdos, na esperança de que aqueles que nos regem a carruagem (ou a carroça como preferir), acorde ainda que atrasados, com as vozes de um povo sofrido que clama por educação.
Sou de uma geração de criança, que cresceu ao embalo do jargão de que éramos o futuro da nação! Até musiqueta a voz do rei, nós aprendemos a cantar. Mas agora homem feito eu pergunto, e a tal da educação? Conto em meus dedos, apenas os das mãos, quantos amigos de outrora, conseguiram o tal do canudo? Ainda sim, a custo de muitas lágrimas, suor e abnegação.
Na qualidade de cidadão (talvez um tanto idealista), irmão e amigo de professor, denuncio em suas faces, a coragem de lutar contra um sistema falido, covarde e opressor. Criando, improvisando, se superando e muitas vezes investindo parte de seus honorários, já tão amiudado, para que esses novos futuros da nação tenham um mínimo de dignidade em seu processo de formação primária.
Mas a luta é árdua, muitas vezes a batalha é perdida. Como lutar sem armas, munido apenas com a cara e a coragem, contra uma política educacional, que cada vez mais se corrompe em busca de falsos resultados?
Como garantir educação, ciência e moralidade a esses pobres futuro da nação, quando o que se prega de cima para baixo, é que saber escrever o próprio nome é ser alfabetizado? Que isso já é o suficiente até para legislar nossa nação?
Como avaliar a educação, se o necessário é ter apenas um quarto de freqüência em todo o ano letivo? Eu em minha ignorante e limitada visão, comparo que retirar a reprovação (quando necessário fosse) do julgamento criterioso do mestre, é como que se proibisse um médico, de examinar, auscultar e medicar seu paciente, tendo apenas como recurso dar alta, seguindo seu tutelado, na incerteza de sua insanidade.
Como cobrar uma integral participação dos pais e responsáveis, quando os mesmo tem que optar entre participar ou sustentar? Quando muitas vezes, esses mesmo não foram educados a educar? Como exigir plena atenção de uma criança, quando seus pensamentos vagam na ansiedade da merenda do dia? Não raro a única do dia!
            Aos professores, nossos verdadeiros heróis da pátria, deixo meu apoio e admiração, por terem a coragem de lutar contra um sistema e que por tudo e contra tudo, dedicam sua existência a arte milenar de educar.
Aos lideres governantes, bom, a esses deixemos o grito de basta. Queremos mais do que o pão e circo dos tempos romanos. Deixemos a eles, suas próprias consciências e a esperança de que um dia quem sabe, despertem para o óbvio, de que a raiz da graça ou da desgraça de um povo, está em sua sede de educação. O resto? A o resto virá por conseqüência.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Minha Doença, Meu Vício

Humberto Mazzalli

Descobri minha doença. Grave! Incurável!
Doença que me rouba a lucidez.
Como que um vírus,
Que não pode ser visto, mas que invade cada parte de meu ser!
Como que um vício, que me faz querer sempre mais.
Enfrentando a tudo e a todos,  por outra dose mais.
Sempre!
Essa doença é meu Amor!
Meu vício é te querer!
Doença incurável, vício insano...
Só me resta o tratamento eterno, minha dose diária de você...

Mestre e Aprendiz

(por Isabel Belasco)

Brincar de poemizar
Usar rimas, métricas, prosódias.
Por vezes as palavras são imagens que falam
Do doce, amargo, sofrido e azedo
Estilo de viver

Falar do que rompe
A alma desnuda sem restrições
Sem reservas e nem constrangimento
Fazendo do coração um manancial
Rico de emoções

Que vida, que agonia!
Sem regras e sem concordância...
Se precisar invento uma palavra qualquer
Que possa dizer algo de mim
Naquele momento

Por vezes sou
Como aluno de um mestre
Adepto do estilo ultra romântico
outras do político social
E outras ainda, só eu

Poesia,
Item comum entre muitos
Que comungam mestre e aprendiz.
Quanta surpresa nos guarda
Essa vida fugaz...